segunda-feira, 28 de julho de 2014

Matrimônio e Doação

Dizia o filósofo francês Gustave Thibon que "O amor nupcial autêntico acolhe o ser amado não como um Deus, mas como um dom de Deus". Todas as dádivas divinas nos são dadas apenas como meios de nos aproximarmos mais do fim último do homem, a vida eterna. Assim, o amado é um dom de Deus orientado para a nossa santificação como o ilustra de maneira belíssima Dom Marcos Barbosa em seu Cântico Nupcial:

E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.

E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.

O Matrimônio é, por excelência, a entrega mútua de um homem e uma mulher que querem ser, um para o outro um dom - e por isso se doam. Como Cristo ofereceu na Santa Missa Seu corpo à Sua esposa, a Igreja, também o marido deve oferecer-se seu próprio corpo à esposa no ato conjugal. É por isso que se diz que a cama é o altar da igreja doméstica.

O “grande mistério”, que é a Igreja e a humanidade em Cristo, não existe dissociado do grande mistério expresso na realidade de “uma só carne” do matrimônio e da família. 
(São João Paulo II na Carta às Famílias, 19)

O sexo, longe de ser algo sujo, é algo glorioso, já que permite ao casal amar como Deus ama. Assim como a Santíssima Trindade consiste em um só Deus e três pessoas, o casal deixa de ser dois para ser uma só carne. Christopher West, um renomado teólogo especialista na Teologia do Corpo nos recorda que

De todas as formas que Deus usa para revelar sua vida e seu amor ao criar o mundo, diz João Paulo II que o matrimônio – celebrado e consumado pela união sexual – é a mais fundamental.

(Good news about sex and marriage)

Ah, e isso tudo sem falar nos frutos das relações entre os casais: os filhos! A geração da vida confere ao casal a imensa alegria de tornarem-se participantes da criação divina e contribui também - e muito!- para que cresça o amor do esposos, que passarão a não concentrar-se apenas em si mesmos, mas olharão juntos em uma direção comum, como disse Cormac Burke em seu livro Amor e Casamento:

O amor entre os cônjuges encolhe-se e desaparece se os dois permanecem demasiado tempo com os olhos fixos um no outro, para que cresça, tem de contemplar outros olhos - muitos outros olhos, nascidos desse mesmo amor -, e ser por eles contemplado.

Já que estamos falando de amor, o amor dos esposos passa, no matrimônio, a ser orientado pela intimidade que cria a comunhão entre as pessoas. É o amor o responsável por "causar" o casamento e também é o Amor o seu fim último. Para encerrar, proponho refletirmos sobre esse amor e sobre o fato de que, como diz o filósofo alemão Dietrich Von Hrildebrand,

O amor entre o homem e a mulher não é uma invenção romântica dos poetas, mas um fator extraordinário na vida humana desde o início da história da humanidade, a fonte da felicidade mais intensa na vida humana terrestre. Dele diz o Cântico dos Cânticos: ‘Se por amor um homem desse todos os bens da sua casa, haveria de desprezá-los como a bagatelas.’ Com efeito, só este amor é a chave para uma compreensão da verdadeira natureza do sexo, do seu valor e do mistério que personifica.
(Filosofia do relacionamento entre homem e mulher)


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Seminário Moda e Comportamento



Pessoal, passei aqui no blog rapidinho para divulgar esse SUPER seminário que acontecerá no Rio. 


Para se inscrever é simples:
Envie um e-mail para bossafeminina@globo.com demonstrando seu interesse em participar do evento. Após receber a resposta confirmando o recebimento, deposite em uma das contas da ADEC * o valor para um ou dois dias de seminário à sua opção (80 ou 160 reais). 
Envie o comprovante do depósito para  o e-mail bossafeminina@globo.com  dizendo o seu nome. Você receberá um e-mail confirmando o recebimento do mesmo.
* Itaú Ag. 0532 Conta 16606-3
* Bradesco Ag. 1444 Conta 7300-8

Vai valer muito a pena, acreditem! 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Entrevistas ao programa Modéstia e Pudor, da Rádio Vox.

Queridos leitores, há quanto tempo, não?
Desculpem a ausência.

Como alguns sabem, concedi algumas entrevistas à Letícia Barbano, minha amiga, que apresenta o programa Modéstia e Pudor na Rádio Vox. Resolvi reunir nesse post as três entrevistas com seus respectivos links e referências externas. Espero que gostem!



Essa entrevista foi ao ar dia 26 de fevereiro e pode ser resumida pela frase

"Quando quisermos destruir uma Nação, devemos destruir a sua moral. Assim ela cairá em nossas mãos como um fruto maduro” Lênin

Link da entrevista: https://soundcloud.com/rvox_org/modestia-pudor-27-02-2014 

Referências externas:
“Saber amar com o corpo”, de Mikel Gotzon Santamaria Garai
“O pudor”, de Ada Simoncini
“La supresión del pudor y otros ensayos”, de Jacinto Choza
(baixe aqui: http://www.aloj.us.es/libros-articulos/Filos_y_AF/Libros_files/2.%20Pudor.pdf)

“A evolução do Bikini”
http://www.youtube.com/watch?v=z_IqOdLMzaM
“Modéstia e Romance”
http://www.youtube.com/watch?v=Zi9KMFQK-SQ
“Modéstia...Por quê?”
http://www.youtube.com/watch?v=s2k2BZJvyfY
“Mensagem de Jason Evert para o programa Modéstia&Pudor!”
https://www.youtube.com/watch?v=45tJMa56zQM

Links:
A dignidade cristã da mulher
A missão religiosa da mulher


II e III Entrevistas - Perguntas e Respostas sobre Namoro - Parte 1 e 2

Essas entrevistas foram ao ar no dia 26 de junho e 3 de julho, respectivamente, e nela respondemos algumas perguntas enviadas pelos ouvintes.
As perguntas foram: 

- Namorar é errado? Ou depende de como se namora? O Joshua Harris, no "Eu disse adeus ao namoro" parece decidir-se pela primeira opção. O que terias a dizer sobre isso? - O que se deve fazer quando "ao que parece" se iniciou uma paquera: insistir na paquera ( prá ver onde dá) ou silenciar os afetos e deixar Deus confirmar (ou não)?
- Em um namoro está ok ter relações sexuais?
- E beijo de língua? Tudo bem ter no namoro?

- Como um casal de namorados deve se portar diante dos amigos para que estes se sintam impelidos a viver um namoro cristão? Qual a melhor forma de ser exemplo de casal que busca viver santamente o namoro?
- Ainda há esperança para aqueles que procuram uma mulher virtuosa hoje em dia? Vejo que atualmente até as que são consideradas "certinhas" acham que virgindade, por exemplo, é algo que não tem mais importância

- Um casal que já teve relações sexuais e opta pelo voto de castidade. Como manter-se forte nesta escolha?

Link da Parte 1: https://soundcloud.com/rvox_org/modestia-e-pudor-26062014
Link da Parte 2: https://soundcloud.com/rvox_org/modestia-e-pudor-03072014

Referências externas e indicações da Lê:

"O Namoro Cristão em um mundo supersexualizado", de Thomas G. Morrow
"270 perguntas e respostas sobre sexo e amor", de Rafael Llano Cifuentes
"Os quatro amores", de C.S. Lewis
"Contemporary dating as serial monogamy", de Connie Marshner
(Pode ser lido em inglês aqui http://www.catholicculture.org/culture/library/view.cfm?recnum=801)
"Três para casar", de Fulton Sheen (que também pode ser encontrado com  o título "O mistério do amor")
"Namoro", de Felipe Aquino


Links:
O que é amar?
E beijo de língua? Tá tudo bem? Todo mundo me diz uma coisa diferente......
Onde posso encontrar um homem bom?


Confiram ainda:
Textos do blog Donzela Cristã sobre Namoro e Pureza
Textos e episódios do programa Modéstia e Pudor sobre Relacionamentos
Chastity project


Obs. Estou logada com o perfil do Marcos, mas aqui sou eu Barbara :B

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Semana Santa

Nossa semana santa foi ótima!
Fomos até a Antiga Sé no Domingo de Ramos, no Tríduo Pascal e no Domingo de Páscoa, onde assistimos às celebrações feitas pelo Padre Bruce Judice - da Adm. Apostólica São João Maria Vianney - de acordo com a Forma Extraordinária do Rito Romano.
Confiram o vídeo com alguns dos grandes momentos aqui:



Como os chocolates estão cada vez mais caros e principalmente na época da Páscoa, aqui em casa minha mãe me deu uma ajudinha e fizemos nossos próprios ovos.




No domingo de Páscoa, fomos almoçar na minha sogra e levamos um pavê de Bis :D


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Carnaval 2014

Já é de conhecimento geral que o carnaval, longe de ser uma alegre brincadeira familiar, como outrora o fora, está cada vez pior. Altíssimos gastos públicos, praticamente nenhum senso de pudor, estímulo ao exercício desmedido da sexualidade... Enfim. Mais do que apenas reclamar, deveríamos nos esforçar por resgatar o conteúdo positivo dessa festa popular, que hoje parece tão esquecido.
Como é bonito ver bailinhos infantis, ou mesmo pracinhas em cidades menores em que uma bandinha de senhores faz as vezes de coreto e anima a criançada com alegres marchinhas! Eu gostaria de ter feito um bailinho com os amigos, mas acabou não dando certo. Quem sabe no próximo ano? Em 2014 aproveitamos o tempo para ver filmes, nos divertirmos e visitarmos nossos padrinhos de casamento, a Aline e o Vitor. Nós também fomos seus padrinhos e os queremos muito.
Eles foram excelentes anfitriões e passamos um tempo agradável juntos! Assistimos ao filme "A felicidade não se compra"(1947), de Frank Capra, tivemos um jantar à luz de velas e eu até tive a alegria de ensinar a Aline a fazer um ''Cheesecake de copinho''.
Eu sei que já passamos de meados de abril, mas como eu não tinha compartilhado ainda com vocês o que fizemos, decidi por bem fazê-lo agora. Antes tarde do que nunca, não?



Um delicioso café da manhã



Eis o cheesecake!


Rosa de guardanapo









Ps. Assista ao vídeo com comentários do Guilherme Freire, do canal Formação Política, ao filme "A felicidade não se compra" https://www.youtube.com/watch?v=B1-CO6pF0bw!


sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Virtude da temperança: o AEIOU da educação infantil



                É frequente ser questionado nas diversas palestras que ministro em várias instituições de ensino do porquê insisto tanto na importância do estímulo à virtude da temperança na educação infantil. O motivo principal dessa minha “obsessão” nasceu do estudo da tese de doutorado de Jose Manuel Roqueñi (Educación de la Afectividade: Una propuesta desde el Pensamiento de Tomás de Aquino. España: Editora EUNSA, 2005), na qual o autor fundamenta com propriedade a urgência da prática dessa virtude nos dias de hoje. Segundo o autor, uma criança do zero aos sete anos de idade, por ainda estar formando sua capacidade intelectiva, não consegue vislumbrar bens mediatos, ou seja, aqueles que se conquistam com esforço e num futuro próximo ou remoto, mas que são os que realmente satisfazem o ser humano, pois duram muito mais e são mais convenientes para a sua natureza racional. Portanto, enquanto essa falta de percepção e de fraqueza permanecerem, é natural que a criança tenha uma forte inclinação para buscar a satisfação de suas necessidades de forma exagerada em outros bens, chamados imediatos, justamente por serem mais efêmeros e fáceis de conseguir. Essa inclinação, com o tempo, vai se fortalecendo ainda mais, principalmente porque estes meios não lhes satisfazem e é ilusório o fato de que o mero aumento na quantidade desses bens imediatos a satisfaça algum dia. Para exemplificar de forma analógica, seria como deixar a criança alimentar-se apenas de algodão doce e esperar que ela seja satisfeita e bem nutrida apenas com guloseimas! Fica, portanto, evidenciado por que é fundamental estar insistindo na formação dos pais na necessária intervenção do educador (pai e professor) para estimular a criança a substituir o “algodão doce” pelo “filé-mignon”, antes que essa inclinação enganosa se torne um mecanismo vicioso e mentiroso.
Essa é a virtude da temperança, que nessas idades ainda não se chama propriamente virtude, mas hábito bonm. A verdadeira virtude necessita que essa capacidade intelectual esteja devidamente desenvolvida de forma a gerar o apetite racional, próprio do conceito de virtude. No final do artigo, exemplificaremos algumas intervenções práticas que os educadores podem e devem fazer para que a criança vá adquirindo hábitos corretos de temperança.

                Mas antes disso, é preciso elucidar os educadores de que além dessa incapacidade antropológica que as crianças apresentam para descobrir e querer o que vale a pena, elas experimentam uma segunda força contrária para as escolhas corretas: uma forte tendência egocêntrica. Cada criança nasce com porcentagens muito elevadas de amor a si mesma, que de alguma maneira lhes força, de forma desmedida e não conveniente, a buscar coisas que lhes satisfaçam, pessoas que lhes agradem e passatempos que lhes contentem. Todas essas coisas, pessoas e passatempos são bons e necessários para a sua realização, mas até certos limites. A criança não consegue perceber que satisfazer essas necessidades sem racionalidade, que seu ego lhe impõe, lhe tornam cada vez mais egoísta. Por isso, um dos grandes ideais dos educadores é conseguir substituir na criança esses altos índices de amor próprio por outros de amor ao próximo, diminuindo de forma paulatina e suave os primeiros e aumentando os segundos, com pequenas renúncias pelos outros. A criança tem que ser ajudada a descobrir que só será feliz quando conseguir amar aos outros mais ou igual a si mesma. Enquanto não acontecer este equilíbrio interior, ela sempre terá uma percepção da realidade deformada e se utilizará das coisas e dos outros de forma a satisfazê-la de forma errada e imatura. Com o tempo, se isolará dos outros, porque não amará ninguém; ou então, os outros se afastarão dela, porque se sentirão instrumentalizados ou injustiçados.

                A arte de educar consiste justamente em saber dosar quando se deve satisfazer esse amor exagerado da criança com coisas, pessoas ou passatempos e quando se deve adiar ou diminuir estas satisfações. Algumas teorias freudianas anunciaram o perigo de “podar” essas satisfações da criança ou de adiá-las, pois poderiam traumatizá-la. Essas teorias estavam certas. Não se pode podar ou negar sem colocar nada em troca, criando como um vácuo no coração da criança. O segredo dessa ciência do amor está, ao invés de podar, castrar, negar prazeres à criança, que ela substitua esse amor próprio por amor aos demais. Esse é o sentido da renúncia. A título de exemplo, ela precisa vivenciar que deixar de comer uma nova porção de pudim para que os outros membros da família possam também comer lhe torna feliz. Ela precisa descobrir que arrumar o brinquedo na gaveta, para que os irmãos possam também encontrá-lo quando quiserem é mais prazeroso do que ceder na desordem. Ela necessita concluir que não correr no corredor da escola para não atrapalhar o trabalho dos demais é o mais correto. Como vemos, educar nos hábitos da temperança consiste em ajudar a criança a enxergar que ela não é única no mundo, mas que existem outras pessoas com quem ela precisa se preocupar, alegrar, servir, amar e compartilhar. Naturalmente, no início deste processo formativo, estas negações (substituições) de prazeres farão a criança sofrer – qualquer sofrimento humano é justamente privá-lo daquilo que seu ego mais deseja –, mas depois, aos poucos, ao experimentar um prazer mais forte que vem do amor aos demais, a criança vai aprendendo que esse é o caminho da verdadeira felicidade. Ela começa a desenvolver o que se  chama de razão prática, que lhe capacita a fazer cada vez mais rapidamente as escolhas corretas: adiar escolhas que gosta e escolher coisas que não gosta, por amor aos demais.

                Da ideia anterior, nasce uma terceira força negativa que está dificultando que a criança substitua o algodão doce pelo filé-mignon: o amor exagerado de muitos pais nos dias que correm, com suas decorrências de superproteção, mimos, caprichos, fugas educativas, fraquezas sentimentais, entre outras. O motivo é simples: muitos pais vêm de gerações anteriores nas quais já foram educados com as duas forças negativas que descrevemos anteriormente, portanto, de forma pouco perceptiva do bem e com tendências egoístas e, por isso, como dizíamos anteriormente, não aprenderam a descobrir os bens mediatos, mas somente os imediatos; e/ou não aprenderam a ética da substituição das coisas/pessoas/passatempos pelo amor aos outros. Quando chegam à idade adulta, com estes desajustes psicológicos, pode acontecer que os filhos se tornem “extensões” do próprio ego, utilizando-os para se satisfazerem em consolos, carinhos e sentimentos egoístas e não consigam sofrer o inevitável sacrifício que exige o dever de educar. Consequentemente, é compreensível que sintam depois enorme dificuldade em negar aos filhos tudo o que eles queiram de forma desmedida, pois na prática se sentirão negando-se a si mesmos, coisa que nunca se habituaram a realizar anteriormente. O sofrimento dos filhos ao renunciar alguma coisa, de alguma forma, é transferido para o ego dos pais. Podemos concluir, portanto, que muitas vezes a forma de educar os filhos reflete, em geral, como cada pai foi se educando ao longo da vida.

                Outro fator relacionado ainda a esta terceira força negativa é o sentimento de culpa de muitos pais ao estarem ausentes muito tempo devido às suas obrigações profissionais. Os motivos destas ausências podem ser diversos, uns mais necessários do que outros, e não aprofundaremos aqui esta discussão, mas é fato que muitos pais são levados a compensar a falta da presença no lar por “presentes” dos mais diversos tipos, materiais ou psicológicos (modelos permissivos de educar). Naturalmente, os excessos de bens imediatos pelos mediatos serão a forma habitual dos pais educarem os filhos, dificultando-os a colocar ordem no próprio interior; e, por outro lado, colaborando na desordem desse amor próprio exagerado dos filhos, pois estarão continuamente alimentando-os de maneira nociva, quase sempre de forma inconsciente.

                Penso que agora já podemos enxergar com mais clareza o porquê de hoje em dia ser premente insistir na educação do hábito da temperança. Em primeiro lugar, pois percebemos que muitas crianças estão sendo educadas de forma incorreta por muitos educadores e estes não enxergam suas inevitáveis e tristes consequências futuras. Depois, porque vivemos numa sociedade relativista e materialista, na qual se pressiona mais ainda esses pais a permanecerem nessa mentira educacional. E por fim, porque é preciso esclarecer que só com a virtude da temperança os pais conseguirão produzir os bons frutos educativos que todos desejam, que costumo chamar do AEIOU da educação infantil (forma mnemônica). Vejamos quais são esses frutos.

                Em primeiro lugar, o hábito da temperança proporciona com o passar do tempo um maior Autodomínio na criança, ou seja, enquanto ela for aprendendo a linguagem ética desde cedo, ela irá se alfabetizar no bem e conseguirá traduzir com rapidez que, em muitas ocasiões da vida, ter que dizer para si mesma, ou para um amigo, “não”, significa, na realidade, dizer “sim”: sim para a boa autonomia, para o respeito aos demais, para verdadeira liberdade.
Depois, o segundo fruto da temperança é um maior Equilíbrio. Terá uma maior capacidade de aguentar e superar as frustrações e dificuldades da vida. Não ficará à mercê das circunstâncias do ânimo, do clima, da opinião dos outros, da condição social, do reconhecimento, da visibilidade, mas apresentará uma maior harmonia interior que se refletirá num sorriso constante, num bom humor habitual, na certeza de que se colocar esforço e trabalho nos seus deveres, com persistência, alcançará os objetivos que estão de acordo com as suas potencialidades e capacidades.
Continuando a vislumbrar os frutos da temperança, uma criança temperante se torna mais Inteligente. Já os antigos gregos chamavam à temperança aquela qualidade que “protege a inteligência”. Tal é a importância desta nossa potência superior, que os antigos sentiam a necessidade de protegê-la da animalização e da destruição. É dessa época que surge a expressão “pão e circo” para o povo, quando seus governantes queriam manter a plebe sob suas mãos ou de forma anestesiada. Esta estratégia de dominação funciona até hoje, seja a nível pessoal, seja a nível coletivo. Efetivamente, uma criança que desde pequena foi sendo satisfeita em todos os seus anseios afetivos, tem mais dificuldade na percepção do bem e do que vale a pena, pois esses valores em geral estão atrelados ao sacrifício e ao esforço. O ego lhe dominará muito mais facilmente, assim como a mídia, os amigos, os antivalores. Quando as paixões humanas são fortalecidas pelos bens imediatos e pelo egocentrismo de forma exagerada, o apetite concupiscível (aquele apetite para o prazer sensível) acaba enfraquecendo o apetite irascível (aquele apetite para o esforço e o bem árduo) e o apetite racional. Essa inclinação para o mais fácil de alguma maneira vai deixando a criança menos inteligente, pois lhe incapacita para a descoberta dos verdadeiros prazeres do ser humano, como são o prazer das descobertas intelectuais e o prazer do verdadeiro amor aos demais. É preciso recordar com frequência que a natureza da criança lhe predispõe para se encantar com as coisas, com as belezas da natureza, com as maravilhas dos valores. Que pena quando os pais abafam estas potencialidades por ignorância educacional.
O quarto fruto da temperança é a Ordem. Já falamos acima desta ordem das potências, mas acredito que vale a pena frisar que a nossa criança só se sentirá feliz quando os motores da inteligência, vontade e afetividade estiverem funcionando perfeitamente e de forma sincronizada como um avião trimotor que impulsiona a aeronave de forma correta para frente. Portanto, é preciso estar continuamente ordenando e fortalecendo as potências da inteligência e da vontade de forma a capacitar a afetividade para o correto direcionamento dos impulsos afetivos e egocêntricos para os outros.
Por fim, uma criança bem educada pelos pais no hábito da temperança aprenderá a Usar bem as coisas e as pessoas, sempre como meio e nunca como um fim da vida. Inevitavelmente, uma pessoa intemperante tende a confundir aquilo que é meio pelo que é fim. Por exemplo, colocar o dinheiro acima de tudo, ou buscar requintes exagerados na comida ou em festas dispendiosas e desproporcionadas ao que se comemora, etc.

                Para terminar, gostaria de propor algumas medidas práticas que os pais poderão se exercitar com os seus filhos no hábito da temperança, sem querer esgotar o tema, pois será objeto de artigos futuros. Mas segundo Aristóteles, a temperança deve ser adquirida principalmente em 4 subcampos: 1) aspectos relacionado à ordem temporal e espacial; 2) maneiras corretas de bom relacionamento (convivência); 3) formas convenientes de boa conduta pessoal, buscando uma maior beleza interior, privilegiando-a à exterior; 4) cuidados com os excessos e supérfluos na comida/bebida, sono, diversão, chamada  da virtude da sobriedade. Obviamente, os pais terão que adequar cada exemplo que se dará a seguir à idade e capacidade de cada filho, pois não existem regras gerais nestes campos. A virtude da prudência tem a missão de adequar cada princípio geral ao caso concreto.

                A forma de conquistar a ordem temporal dos filhos é habituá-los a dar-lhes uma sequência de atividades. Por exemplo, a mãe deve dizer quando inicia o fim de semana o que vão fazer: “neste sábado, de manhã cedo iremos à casa da vovó, depois vamos à feira, almoçamos em casa e de tarde vamos passear no shopping”. Só o fato de colocar uma sequência de atividades no dia das crianças faz com que elas fiquem mais calmas e tranquilas. Caso contrário, qualquer educador comprova facilmente como elas ficam de mau humor e briguentas. Para conseguir a ordem espacial, o mais indicado é habituar os filhos a “batizar” lugares das coisas junto com eles: “onde vamos guardar os brinquedos?, os sapatos?, a roupa?, os copos?”, e forçá-los a guardarem estas coisas na hora certa, com persistência.

                A maneira mais eficaz para habituá-los na boa convivência é conseguir que fomentem o respeito com os demais, ensinando-os a agradecer e a pedir ”por favor”; que se exercitem na amizade desde cedo, chamando os coleguinhas pelo nome, que olhem nos seus olhos quando falam com eles, que os chamem para brincar juntos; que descubram a alegria de compartilhar as coisas com os colegas – o brinquedo no parque, o bolo do lanche, a festa de aniversário –; que tenham espírito colaborativo, como obedecer às professoras, ajudar na montagem das cadeiras para o jantar, etc.

                Crescer na boa conduta são inúmeros aspectos relacionados à boa comunicação (não comer com a boca cheia, bater à porta quando se vai entrar numa sala ou quarto, não falar palavrão ou palavras ofensivas, falar mais alto ou mais baixo), à boa postura (usar o guardanapo, não colocar o dedo no nariz, comer direito, não correr e gritar em locais inconvenientes), ao vestuário (vestir-se corretamente, adequadamente em função da atividade, limpo, cuidados com o pudor, etc) e ao brincar (de acordo com a idade, com o sexo, com o local, com o tempo correto, etc).

                Por fim, os pais devem educar em diversos hábitos relacionados com a sobriedade, como o uso correto do sono, que é dormir o tempo certo, na hora certa, no local certo; cuidar várias recomendações dos pediatras sobre a boa alimentação, como comer verduras, não comer guloseimas, não permitir caprichos, que comam sozinhos sem ajuda de ninguém com 1 ano de idade, não comer vendo TV, etc. Toda a preocupação com o número correto de brinquedos, de forma que não os tenham em excesso (se ganham muitos dos parentes, os pais devem guardá-los e trocá-los 3 vezes ao ano), com o número exagerado de tempo na TV/videogames/desenhos, com os gastos exagerados com festas de aniversários e o uso dispendioso de roupa, bem como os cuidados para que durem muito tempo e se possam passar para os irmãos.

                Como vemos, os exemplos são inúmeros. A exigência é grande. Lembrar de todos estes aspectos todos os dias pode ser difícil. Mas o importante é que os pais reflitam, com a leitura deste artigo, que o trabalho de formar uma criança é bastante complexo e exige seriedade no uso destes recursos. Acredito que o mais motivador para perseverar nesta “batalha educativa” é saborear os frutos do AEIOU da temperança, pois eles aparecem muito rapidamente na educação infantil. Quando os pais se omitem nesta matéria, os frutos amargos também aparecem, mais cedo ou mais tarde, e acredito que nenhum pai honesto pode querê-los para os seus filhos.



- Texto de autoria do Prof. Dr. João Malheiro retirado na íntegra de seu blog Escola de Sagres -

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Vídeos do nosso casamento


"O casamento é um duelo mortal que nenhum homem honrado deve rejeitar."

G. K. Chesterton




Muitos de vocês já devem saber dos nossos vídeos, mas como talvez alguns não saibam e ainda não postamos eles aqui gostaria de compartilhá-los com todos :)

O primeiro vídeo é mais curtinho. É uma espécie de trailer, no qual  vocês podem ver alguns dos momentos principais do nosso grande dia.



Já no segundo poderão ver a celebração do sacramento do matrimônio seguida da Missa Pro Sponsis.





Nosso casamento e a Missa em ação de graças por ele foram feitos no Rito Tridentino. O Papa Bento XVI apoiou que todo sacerdote pudesse celebrar a Missa de acordo com o Missal anterior à reforma litúrgica, se assim tivesse vontade. Como gostamos muito da Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, como é conhecida a Missa Tridentina hoje, pedimos a dois sacerdotes e a um seminarista, que nos ajudassem para que tivéssemos uma Missa solene.

A Missa Tridentina é uma grande riqueza para a Igreja e deve ser valorizada, esperamos que todos possam desfrutar da beleza da celebração como nós o fizemos no dia 22 de junho e o fazemos até hoje todas as vezes em que assistimos às gravações.

Por que um casamento com missa? 

Nosso casamento foi seguido de uma Missa. Somos Católicos e o Santo Sacrifício é a parte central da nossa fé. Como poderíamos excluí-lo de um momento tão importante como esse? Tivemos uma Missa no Rito Tridentino, na chamada Forma Extraordinária do Rito Romano. Ela é chamada assim porque não é a Missa que é celebrada comumente(ordinariamente) nas paróquias hoje em dia.

Esta Missa é também conhecida por muitos como ''Missa em latim", entretanto a Missa na Forma Ordinária - a que costumamos assistir hoje nas paróquias em geral - também pode ser celebrada em latim. Na verdade, o Concílio Vaticano II nunca excluiu o Latim da Liturgia, a Língua Portuguesa, e as vérnaculas em geral, apenas ganharam um espaço maior.

A Santa Missa a qual você assistirá esteve presente, com pequenas variações, desde cerca do século VI. Tornou-se a Missa "oficial" da Igreja no século  XVI, no Concílio de Trento. É deste concílio que vem o nome Missa Tridentina. Milhares de santos assistiram a essa Missa, ouviram os cantos que você ouvirá, escutaram as mesmas orações que você escutará...

Como isso é rico! Para entender um pouco mais e se maravilhar conosco através da descoberta desse admirável mundo antigo assista a estes outros vídeos que também recomendamos:






Agradecimentos:

Papa Emérito Bento XVI

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Administração Apostólica São João Maria Vianney

Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus

Celebrante: Revmo. Monsenhor José de Matos, Administração Apostólica São João Maria Vianney

Diácono: Revmo. Padre Sérgio Muniz, Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Sub-diácono: Seminarista Rafael Martins

Acólitos: Francisco, Deivid, Matheus, Luan, Carlos e Augusto

Maestro Antônio José

Coral São João Bosco, de Varre-Sai - RJ

Frei Cardoso, OCD

Frei Adilson, OCD

Jhow Lourenço e equipe(Fotografia e Filmagem)

Nossos padrinhos

Juliana Duim(Cerimonialista)


Bembolados (Bolo, doces, decoração)

Renata Santana(Cabelo e maquiagem da noiva)



sexta-feira, 28 de março de 2014

Batata fácil de microondas

Essa receita é ótima para quem precisa de algo rápido, mas sem abrir mão do sabor!
Já fiz muuuitas vezes e faz sucesso aqui em casa :)

Vamos aos ingredientes, anota aí!

- Batatas(Se forem muito grandes, o tempo de cozimento será maior)
- Azeite
- Orégano
- Queijo parmesão
- Margarina

#Comofaz

1. Lave muito bem as batatas com a ajuda de uma escovinha
2. Corte as batatas ao meio na vertical
3. Acrescente um fio de azeite(nas fotos abaixo eu errei ''um pouco'' a mão haha)
4. Coloque agora um pouco de margarina(uma colher de café ou um pouco mais)
5. Tempere com orégano(Pode usar salsa também ou o que mais sua criatividade permitir)
6. Cubra com queijo parmesão
7. Leve ao microondas(No meu caso, o microondas tem a opção "Batatas", mas são 6 minutos. Se suas batatas forem grandes é possível que fiquem cruas ainda, mas deixe mais um tempo e vá acompanhando).

Agora, algumas fotinhos explicativas!














segunda-feira, 17 de março de 2014

Porque Frozen não é feminista

- Se você não viu o filme e pretende ver, talvez não deva ler esse post, porque contêm SPOILERS! -



Quando assisti Valente no ano passado com o Marcos no cinema, nos divertimos muito e foi excelente. Eu sempre gostei de desenhos Disney e vivo cantando as músicas das trilhas sonoras. Nos surpreendemos, porém, quando ficamos sabendo que Valente tinha sido eleito - pasmem - o filme gay (!) do ano. Não bastasse isso, agora sobrou pro longa Frozen a etiqueta de feminista.

Resumindo a paçoca - Se você já assistiu o filme, pode pular essa parte.


 Frozen é inspirado no conto de fadas A Rainha da Neve, de Andersen, e trata da história de duas princesas irmãs - Elsa e Anna - que se veem separadas na infância devido aos poderes mágicos congelantes da mais velha, Elsa. Anna acaba sendo atingida de modo acidental brincando na neve com a irmã e os pais decidem deixar Elsa isolada em seu quarto de modo a não oferecer maiores riscos para ninguém. A memória de Anna é apagada, então a menina não sabe exatamente porque a irmã simplesmente decidiu afastar-se dela. As duas vão crescendo, os pais morrem em um naufrágio e Anna, com o passar dos anos, torna-se a típica romântica sonhadora Disney, como Gisele de Encantada e tantas outras, aspirando encontrar o amor verdadeiro. Elsa, porém, continua vivendo isolada, procurando conter seus poderes para não machucar mais pessoa alguma.


Ocorre que Elsa atinge a idade necessária e é coroada rainha. No baile comemorativo da coroação Anna aparece com um príncipe que conheceu pouco antes e pede a benção da irmã para seu futuro casamento.
Elsa, todavia, diz que não daria sua benção para um casamento com um homem que Anna acabara de conhecer. A princesa insiste com a irmã e a rainha perde o controle, fazendo uma grande demonstração assustadora de seus poderes, para o pavor dos súditos ali presentes. Elsa foge e decide morar sozinha em seu próprio castelo de gelo, onde pode ser livre do jeito que é.


O filme segue com um grande e interminável inverno que se abate sobre o reino, enquanto Anna decide ir procurar a irmã e trazê-la de volta. É aí então que a princesinha conhece Kristoff - um rapaz que trabalha com colheita de gelo e seu inseparável amigo, a rena Sven - que é convocado para ajudá-la nessa empreitada, por ter um trenó. Nessa aventura o grupo conhece também Olaf, o boneco de neve falante mais simpático do mundo.


Anna encontra Elsa e a rainha expulsa a irmã. Acidentalmente, mais uma vez Anna é atingida pelos poderes de Elsa e começa lentamente a congelar por dentro. Apenas um ato de amor verdadeiro poderia salvá-la da morte. Anna é conduzida por Kristoff ao príncipe quase morrendo e o dito cujo, além de não beijá-la(ato de amor verdadeiro), apaga a lareira e deixa a pobre morrer para se tornar o novo rei da cocada preta.
Essa é, na minha opinião, uma das cenas mais lindas, em que Olaf consegue entrar onde a princesa se contra e acende de novo a lareira, mesmo com o risco de derreter, porque ''existem pessoas pelas quais vale a pena derreter''! Kristoff, que se apaixonou por Anna, resolve voltar atrás da jovem, porque vê que ela precisa de sua ajuda. Anna vai também ao seu encontro quase congelando, para ser salva pelo beijo de amor de Kristoff, quando vê que o príncipe está a ponto de matar sua irmã e, entregando sua vida por Elsa, sai da rota de Kristoff e se coloca entre a irmã e o príncipe, onde congela a tempo de deter a infame e cruel espada.
Elsa chora e abraça o estátua de gelo em que transformara sua irmã quando, pouco a pouco, Anna volta a vida, devido àquele ato de amor que ali se operava. Elsa descobre então que a força para trazer de volta o verão para o reino era o amor e todos vivem felizes para sempre.


Bem, agora vamos lá. 

De fato, Frozen quebra alguns paradigmas se comparado com os contos de fadas mais tradicionais. Quando Elsa nega a benção ao casamento da irmã alegando que ela acabara de conhecer o príncipe, já é possível identificar uma grande mudança.
O que pensar, então, de Branca de Neve, Bela Adormecida, e tantas outras que mal conheceram seus príncipes e já subiram ao altar? Brincadeiras a parte, considero a resposta de Elsa bastante interessante e, de modo geral, válida para quebras as expectativas.
É claro que existe toda uma teoria monarquista que contradiz totalmente a fala da rainha, visto que uma princesa deveria casar-se com ''o melhor partido'' com vistas ao bem do reino e não a suas próprias aspirações pessoais, mas essas prerrogativas monárquicas já não eram usuais nas produções Disney anteriores,  em que o comum é ver príncipes se casando com plebeias.
A polêmica maior porém, começa com o fato de que Elsa decide fugir e viver sozinha. Para as pessoas que procuram usar todo tipo de coisa a favor de sua causa revolucionária, é épico-inimaginável-lindo-glamouroso ver uma princesa, ou melhor rainha, disney ''sendo independente e indo morar sozinha, sem esperar que um príncipe vá salvá-la, porque é forte o suficiente e não precisa de homem''. Para as pessoas normais, porém, isso tudo só significa aquilo o que realmente o filme quis dizer, ou seja, que Elsa decidiu ir viver afastada para não ferir ninguém com seus dotes gelados. E ponto.
Eu cheguei a assistir um vídeo no qual uma mulher vestida de Elsa ficava dando lições de moral em outras mulheres vestidas de Bela, Branca de Neve, etc., propagandeando sua independência em detrimento da vida chatinha das outras que tinham de ficar em casa por causa de homem e jogaram seus desejos de aventura fora.
É realmente absurdo como alguns ideólogos procuram colocar palavras que o filme não disse em sua boca. Desde quando querer ser dona de casa é algo ruim? As mulheres não deveriam ter a liberdade para fazer o que bem quisessem com sua vida profissional? Ou será que elas só podem ser livres para não trabalharem em seu próprio lar?
De fato, eu acredito que Frozen traz uma mensagem diferente de outros filmes de princesa, mas enxergo isso de outra maneira.A verdade é que muitos filmes desse tipo apregoam uma certa dependência feminina, como se elas só pudessem ser felizes de verdade estando casadas, o que não é verdade e a rainha Elsa ilustra muito bem. O ser humano é completo em si mesmo e, quando se une a outro, exercem os dois uma mútua complementariedade. Essa história de metade da laranja e alma gêmea só funciona enquanto letra de música do Fábio Jr. e, diga-se de passagem, nem tão bem assim.
Outra lição a ser tirada do filme Frozen é a de que o amor Eros, simbolizado por Kristoff e Anna, deve estar submetido ao amor Ágape, o amor de Caridade, representado pelas duas irmãs. Isso pode ser visto quando Anna renuncia a própria vida, que lhe seria preservada com um beijo de Kristoff, e vai em direção a irmã para salvá-la. O amor romântico de Kristoff por Anna também estava impregnado do amor Ágape, já que cenas antes ele também levara a amada para unir-se a outro homem porque isso salvaria sua vida.


terça-feira, 11 de março de 2014

Caminhando e cantando

Para uma vida mais saudável, não apenas no aspecto físico, mas até mesmo mental os esportes são mais do que recomendados. Já diziam os romanos, "mens sana in corpore sano". Exercitar-se libera serotonina, o chamado hormônio da alegria, o que faz com que praticar esportes seja uma arma eficaz contra a ansiedade. Há estudos que dizem, inclusive, que a atividade física pode ser tão eficaz quanto antidepressivos no tratamento contra o mal do século.
A atividade pode ser ainda melhor se praticada em família, estimulando o espírito de cooperação, amizade e companheirismo, além de promover a superação individual diante dos desafios que aparecem.
Muitas pessoas reclamam que academias são caras e talvez não consigam adaptar a sua rotina diária aulas de natação ou luta por exemplo, mas é sempre possível fazer uma trilha, caminhar, enfim... Se o local escolhido é ainda favorecido pelas belezas naturais, temos ainda um motivo a mais para querer chegar ao final!
Para incentivá-los, gostaria de compartilhar nossas fotos em uma trilha que fizemos no Morro da Urca, aqui no Rio de Janeiro, que dá na primeira parada do bondinho do Pão de Açúcar. Leiam também essa ótima postagem do blog Domestica Ecclesia: Exercícios físicos e paternidade/maternidade









 Gordice do Marcos

Eu fazendo a saudável